15- CONCLUSÃO FINAL

Tradução por Paulo Santos

Apostol Gloria          A concordância dos critérios multidisciplinares aqui revistos levam-me a concluir que a Tradição Jacobeia contém um valioso fundo de veracidade que não deve ser negado. Se as diferentes hipóteses contrárias têm sido frustradas na sua tentativa de explicar a origem do culto jacobeu, se não há provas nem alibi que desminta nem contradiga a Tradição da Evangelização de Santiago em Espanha e do traslado e descoberta dos seus restos na Galiza, e pelo contrário há indícios, depoimentos, documentos e descobrimentos que confluem na sua viabilidade, e o contexto histórico e as contribuições arqueológicas tornam compatível e possível, temos que, pelo menos, admitir a sua veracidade, pelo que a rejeição desde o apriorismo crítico é injustificado: nada nem ninguém tem dado até hoje uma explicação satisfatória do fenómeno compostelano que não seja o próprio núcleo essencial da Tradição.

 camino-santiago-senal-1         É inquestionável que o que se venera em Compostela é a figura de um dos grandes apóstolos de Cristo, como exemplo de compromisso e renúncia, tendo dado a vida pela sua fé. E é a fé que legitima o culto jacobeu, não a certeza ou a dúvida sobre a presença de suas relíquias. Mas argumenta-se demasiadas vezes, talvez como procura imparcial e elegante, que o tema das relíquias é secundário. A questão jacobeia não procura estabelecer prioridades sobre que é primário ou secundário, mas o que estuda como conceito integral. Na minha proposta inicial referi que o Caminho de Santiago é a causa de uma rota de peregrinação e o conteúdo ideológico e cultural da mesma, e ambos, causa e conteúdo, devem zelar, pois definem sua identidade geográfica, histórica e cultural. Caminho e Tradição são aspetos necessários como duas faces de uma mesma moeda. Esquecer a Tradição seria esquecer uma metade do Caminho.

Monte del Gozo          A cultura jacobeia nascida da Tradição do Apóstolo Santiago, é um espaço idóneo para a vivência pessoal, tanto desde o culto e a fé, como desde a vivência pragmática do Caminho, onde o sagrado e o profano andam de mãos dadas. Quem só procura no Caminho uma experiência espiritual, ou só o viva como desafio pessoal, nunca chegará a compreender e a desfrutar inteiramente o que é Compostela e o seu Caminho.

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